Cresce o gosto por hábitos mais saudáveis e pela dieta mediterrânica. Mas os compostos bioativos dos alimentos podem interferir com os mecanismos dos fármacos e como consequência mudando o resultado clínico. A isto chama-se interação fármaco-alimento (DFI).
O cálcio do leite quela antibióticos; a fibra prende a estatina. Menos fármaco entra no organismo.
Componentes da dieta competem pela ligação às proteínas do sangue, alterando a quantidade de fármaco livre.
A toranja inibe enzimas CYP e P-gp. O fármaco não é degradado e acumula-se de forma tóxica.
Sal, líquidos e pH urinário podem acelerar ou travar a saída do fármaco do corpo.
“A dieta mediterrânica melhora a saúde, mas alguns alimentos devem ser consumidos com precaução para não comprometer a terapêutica.” – Adaptado do resumo de Spanakis et al., 2022